CET: o número que você PRECISA olhar antes de pedir empréstimo

Você provavelmente já comparou juros de empréstimo. Talvez tenha aberto três apps, olhado a taxa mensal, escolhido o menor e assinado o contrato sem pensar duas vezes. Pois é exatamente aí que muita gente paga mais caro do que precisava — e quase ninguém percebe.

O vilão escondido tem nome e abreviação: CET, o Custo Efetivo Total. Ele é o único número que mostra, de verdade, quanto o empréstimo vai custar do começo ao fim. E na maioria das vezes, ele é bem maior do que o juro que aparece na propaganda.

Vamos descomplicar isso.

O que é CET, afinal?

O CET é um indicador obrigatório que todo banco, financeira e fintech de crédito tem que informar no contrato, por determinação do Banco Central. Ele inclui TUDO o que você paga pra pegar aquele dinheiro:

  • Juros mensais
  • IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)
  • Taxa de cadastro
  • Tarifa de emissão de boleto ou_PIX
  • Seguros obrigatórios atrelados ao contrato
  • Qualquer outro custo que a instituição cobra

A diferença prática é simples: enquanto a “taxa de juros” mostra só uma fatura, o CET mostra a conta inteira. Dois empréstimos com a mesma taxa de 5% ao mês podem ter CETs completamente diferentes — e o do CET maior vai sair bem mais caro.

Por que o juro mensal sozinho mente

A taxa mensal é o número que todo mundo olha primeiro, mas ela é só uma parte do custo. Compare dois exemplos reais, do mesmo valor (R$ 5.000) e mesmo prazo (12 meses):

Empréstimo A — taxa 5,99% ao mês

  • Sem taxa de cadastro
  • Sem seguro
  • IOF dentro do contrato
  • CET: 6,4% ao mês

Empréstimo B — taxa 5,99% ao mês

  • Taxa de cadastro: R$ 250
  • Seguro prestamista mensal: R$ 39
  • CET: 8,1% ao mês

A taxa é igual. O custo final não é. Em 12 meses, a diferença passa fácil dos R$ 1.000. E o pior: você só descobre isso se lê o CET em letra miúda antes de assinar.

Por isso a regra de ouro é: nunca compare só juros. Compare CET.

Como o CET é calculado

A conta parece complicada, mas a lógica é direta. O CET transforma todos os custos do empréstimo numa taxa única, considerando o valor que você realmente recebe (líquido) e tudo que vai pagar até a última parcela.

O Banco Central obriga a instituição a te mostrar o CET de três formas:

  1. CET mensal — o percentual por mês
  2. CET anual — o percentual por ano (sempre maior, porque juros compostos)
  3. Valor total da operação — quanto você vai pagar em Reais do início ao fim

Quando um app ou banco te mostra só o juro mensal e esconde o CET, desconfie. Toda plataforma séria mostra os três números lado a lado antes de você confirmar a contratação.

Boas plataformas pra você comparar hoje e que costumam exibir o CET de forma clara são SuperSim, Velotax e Banco BV — todas permitem simular e ver o custo total antes de fechar o contrato. Mesmo assim, vale conferir o número linha por linha antes de aceitar.

Onde o CET aparece (e onde some)

Você vai encontrar o CET em três lugares:

  • No simulador da plataforma, antes de contratar
  • No contrato que você assina (em qualquer formato, digital ou físico)
  • No seu extrato ou primeira fatura, como comprovante

Onde ele costuma sumir: na propaganda. Aquele “empréstimo com juros a partir de 1,99% ao mês” em TV, rádio, Instagram e Google é propaganda — e por lei, o Banco Central permite que ela mostre só o juro nominal pra “atração”. O CET completo só aparece depois.

Isso não é má-fé de toda empresa, mas é o motivo de muita gente se sentir enganada. A taxa de 1,99% é real, mas só vale pra um perfil muito específico — e quando você simula, o CET que aparece pra você pode ser 7%, 10% ou mais. Por isso a propaganda é só o começo da conversa.

4 passos pra usar o CET a seu favor

Antes de fechar qualquer empréstimo, segue esse checklist simples:

  1. Simule em pelo menos 3 plataformas diferentes. Mesmo valor, mesmo prazo. Anote o CET de cada uma.
  2. Compare o valor total em Reais, não só o percentual. Às vezes o CET menor em % ainda sai mais caro em R$ por causa do prazo ou das taxas fixas.
  3. Leia o contrato inteiro antes de assinar. Procura a palavra “CET” — ela é obrigatória por lei e aparece destacada. Se não estiver lá, pergunta antes.
  4. Desconfie de “aprovação garantida” e “juros a partir de 1,99%”. Promessas assim escondem o CET real. O que vale é o número que aparece NA SUA simulação.

O que NÃO tá incluso no CET

Por lei, o CET cobre todos os custos do contrato. Mas ele não cobre:

  • Multa por atraso de parcela (que vem depois, se você atrasar)
  • Juros de mora se você atrasar
  • Custos de cartório se você der um bem em garantia e o contrato for registrado

Ou seja: o CET te mostra o custo do empréstimo SE você pagar tudo em dia. Atrasou, o custo sobe. Isso reforça a importância de pegar emprestado só o que você realmente cabe no orçamento.

Quando o CET alto faz sentido

Existe cenário em que pagar um CET mais alto vale a pena? Sim, em dois casos:

  • Você tá com nome sujo e só algumas instituições aprovam. Aí o “preço” do crédito é mais alto, mas a alternativa (não conseguir nada) também tem custo — perder uma oportunidade, ficar sem resolver uma emergência.
  • Você precisa de velocidade absoluta (cair hoje na conta pra resolver uma urgência) e só algumas plataformas entregam tão rápido. Velocidade tem preço.

Nesses casos, compare mesmo assim — entre as opções que aprovam você ou que são rápidas, escolha a de menor CET. Não aceite a primeira oferta só porque ela apareceu.

Onde simular sem compromisso

Antes de contratar qualquer empréstimo, simule. Sem cadastro, sem compromisso, sem afetar seu score. Plataformas como SuperSim, Velotax, Banco BV e CredFácil permitem isso em poucos minutos, e mostram CET, valor da parcela e total a pagar lado a lado.

Lembre-se: o juro é a isca. O CET é o peixe inteiro.

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*A aprovação do crédito, as condições finais (taxa, prazo, CET) e o valor liberado dependem exclusivamente da análise feita pela instituição financeira escolhida pelo leitor. Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação financeira personalizada.*